TL;DR
O XIII Encontro Sul-Brasileiro de Atacadistas e Distribuidores começou em 30/10 em Foz do Iguaçu e vai até 2/11, com painel sobre os impactos da reforma tributária. Para a distribuidora, o recado é revisar custo, preço, crédito e contratos antes da transição.
O encontro de atacadistas em Foz do Iguaçu, o XIII Encontro Sul-Brasileiro de Atacadistas e Distribuidores, foi aberto na sexta-feira (30/10) e segue até segunda (2/11), segundo o H2FOZ. O evento reúne empresários e entidades do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, e tem a reforma tributária como um dos temas centrais da programação.
O que é o encontro de atacadistas em Foz e quem organiza?
O encontro é promovido pelo Sinca PR, entidade dos atacadistas e distribuidores do Paraná, pela ADAC (Associação dos Distribuidores e Atacadistas Catarinenses) e pela AGAD (Associação Gaúcha de Atacadistas e Distribuidores). A programação tem palestras, painéis e debates sobre inovação, mercado, economia e perspectivas do setor. O vice-governador do Paraná, Darci Piana, participou da abertura.
Qual o tamanho do atacado distribuidor no Sul?
Segundo o ranking da ABAD citado pelo H2FOZ, os três estados do Sul somaram mais de R$ 50 bilhões de faturamento no atacado distribuidor em 2025. Só o Paraná respondeu por R$ 12,9 bilhões, com alta de 7% sobre o ano anterior, também segundo a ABAD. O Sinca PR informa cerca de 200 empresas afiliadas, e o presidente da entidade, Luís Antônio Dias, afirmou que o segmento está presente nos 399 municípios paranaenses, ligando a indústria a supermercados, farmácias, restaurantes e lanchonetes.
O que o painel de reforma tributária muda para a distribuidora?
O painel "Reforma Tributária: os Futuros Impactos no Ambiente de Negócios", marcado para sábado (31/10), trata de custos operacionais, formação de preços, créditos fiscais, contratos e processos internos das empresas. São justamente os pontos em que a distribuidora sente a transição primeiro:
- Nota fiscal e apuração: a convivência entre os tributos atuais e o IBS e a CBS exige cadastro fiscal de produtos e regras de cálculo atualizados no módulo fiscal.
- Preço e margem: mudança de carga e de crédito altera o custo de reposição, e a tabela de preço precisa refletir isso sem corroer a margem. O financeiro integrado ajuda a enxergar o efeito por produto e por cliente.
- Contratos: acordos comerciais de longo prazo com indústria e varejo podem precisar de cláusula sobre a mudança tributária.
Como a distribuidora pode se preparar agora?
Algumas frentes podem ser trabalhadas antes de a transição pesar no resultado:
- Cadastro de produtos: revisar NCM e classificação fiscal de todo o mix. Erro de cadastro, que hoje gera rejeição de nota ou imposto pago a mais, passa a afetar também o cálculo dos novos tributos.
- Mapa de crédito: listar de quais fornecedores vêm as compras e em que regime cada um está, porque a forma de tomar crédito muda com o IBS e a CBS e o fornecedor passa a pesar no custo líquido da compra.
- Simulação de preço: rodar a tabela de preço dos principais itens com a carga atual e com a carga estimada da transição, para saber onde a margem aperta.
- Contratos e tabelas negociadas: identificar acordos com prazo longo com indústria, redes e órgãos públicos e checar se preveem revisão por mudança tributária.
- Equipe: fiscal, compras e comercial precisam falar a mesma língua sobre a reforma, e eventos setoriais como o de Foz ajudam a nivelar o entendimento.
Encontros regionais como o de Foz mostram que a reforma deixou de ser assunto só do contador. O caminho prático é ter compras, vendas, estoque e fiscal no mesmo sistema, para simular o efeito da transição no preço e no caixa antes de ele aparecer no resultado. Conheça o sistema para distribuidora da Ivy e agende uma demonstração.
Fonte: H2FOZ, 31/10/2026